quinta-feira, 19 de junho de 2014

MITOS E VEDADES (CÂNCER)

 Sutiãs causam Câncer de Mama?
MITO
Rumores na internet e pelo menos um livro sugeriram que sutiãs causam câncer de mama por obstruir o fluxo de linfa das mamas e axilas. Não há qualquer base científica ou clínica para essa afirmação. As mulheres que não usam regularmente sutiãs são mais susceptíveis de serem mais magras ou ter seios menos densos, o que provavelmente contribui para qualquer diferença percebida para os riscos de apresentar câncer de mama.
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Desodorantes podem causar câncer de mama?
MITO 
Artigos na imprensa e na Internet abordaram o tema, que é uma
 duvida frequente entre as mulheres. 
Pesquisadores do National Institute (NCI), nos EUA, não relataram 
evidência ligando o uso de desodorantes axilares e subsequente 
desenvolvimento de câncer de mama.
Além disso, diversos e-mails circulando pela rede têm sugerido 
que os produtos químicos em desodorantes para as axilas são
 absorvidos através da pele, interferem com a circulação da linfa, 
gerando toxinas que atingem as mamas e, eventualmente, podem 
levar ao câncer de mama.
Existe muito pouca evidência para apoiar este rumor.
 Um pequeno estudo encontrou traços de parabenos
 (utilizados como conservantes em desodorantes e outros produtos), 
com ação fraca e semelhante à do estrogênio, em uma pequena 
amostra de tumores de mama. Mas este estudo não analisou se os
 tumores foram causados ​​pelos parabenos. Por outro lado, um 
maior não evidenciou aumento de câncer de mama em mulheres 
que usaram desodorantes e/ou raspado suas axilas.


Amamentação protege?
Amamentação protege contra o Câncer de Mama?
VERDADE
Alguns estudos sugerem que a amamentação pode reduzir ligeiramente o risco de câncer de mama, especialmente se a amamentação é continuada por 1 ½ a 2 anos. Mas esta tem sido uma área difícil de estudo, especialmente em países como os Estados Unidos, onde a amamentação por longo período é incomum. Uma explicação para esta redução nos riscos pode ser relacionada ao fato de que a amamentação reduz o número total de ciclos menstruais (semelhante a iniciar períodos menstruais em uma idade mais tarde ou passar por menopausa precoce).

Angelina Jolie

Angelina Jolie faz dupla mastectomia por temer câncer


Atriz descobriu que tinha mutação genética que leva a um alto risco de desenvolver a doença.

A recente divulgação realizada pela atriz Angelina Jolie sobre ter se submetido a dupla mastectomia preventiva, acabou gerando um alvoroço no mundo todo, trazendo diversas dúvidas para as mulheres, principalmente aquelas que possuem casos de parentes com câncer de mama na família. Este tema, deve ser ressaltado, gera debate constante e muita controvérsia dentro do meio médico, em congressos, em universidades, e principalmente nos consultórios dos mastologistas.
Inicialmente, a primeira medida a ser tomada é ter calma. O câncer de mama hereditário limita-se a 10% de todos os casos de câncer de mama. Além disso, mutações genéticas do BRCA1, como foi divulgado na mídia pela atriz, de que é portadora, atinge em torno de 20% destes casos (isto é, 20 % daqueles 10%), um universo bastante restrito.
Mais importante do que identificar a mutação genética (os testes disponíveis ainda não identificam todas), é classificar a paciente em alto risco ou não de desenvolver a doença durante a vida. E isso pode ser muito bem feito quando a mulher atinge a idade de adulto jovem, onde deverá iniciar acompanhamento com mastologista. Numa primeira avaliação, o mastologista irá conhecer detalhadamente a história familiar da paciente e assim caracterizá-la ou não como alto risco. Se assim for, esta mulher irá entrar num programa de prevenção rigoroso da doença, com exames periódicos como mamografia e ressonância de mamas já aos 25 anos (ao invés dos 40 anos preconizados). Ainda hoje, a melhor forma de prevenção do câncer de mama é o diagnóstico precoce. Isto trará a oportunidade de conquistar maior sucesso no tratamento e na possibilidade de cura da paciente. 
Cirurgias como a realizada pela atriz Angelina Jolie reduzem o risco de desenvolver a doença em 90%, ou seja, uma redução bastante considerável. Porém, existem prós e contras nesta conduta, sendo uma delas a perda irreversível da possibilidade de amamentação e a sensibilidade nos mamilos, que também tem função sexual. Além disso, a cirurgia tem possibilidades consideráveis de complicações, sendo a infecção e a necrose da pele da mama significativas.
Dessa forma, é preciso ter cautela em realizar condutas como esta, que são irreversíveis. Procurar o mastologista, estabelecer uma relação de confiança e se prevenir, através de visitas periódicas ao consultório médico e a realização de exames preventivos regularmente são peças essenciais para um acompanhamento e prevenção adequados. Vale lembrar que a cirurgia nestes casos não é a única maneira de reduzir os riscos de desenvolver um câncer de mama. Procure seu mastologista, faça a prevenção que é mais adequada para você.
Implantes mamários e Câncer

Os implantes mamários interferem no diagnóstico do Câncer de Mama?
MITO
Vários estudos mostraram que os implantes mamários não aumentam o risco de câncer de mama. Os implantes podem tornar mais difícil a avaliação do tecido mamário em mamografias padrão, mas através de projeções com deslocamento do implante  podem ser usadas para examinar o tecido mamário de forma mais completa. Além disso,  o uso da Ressonância Magnética e do ultrassom de mamas podem auxiliar no rastreamento de pacientes que possuem implantes.

Consumir bebida alcoólica aumenta o risco de câncer de mama?
Consumir bebida alcoólica aumenta o risco de câncer de mama?

Alcool e Câncer de Mama


 VERDADE
O consumo de álcool está claramente associado a um risco aumentado de desenvolver câncer de mama. O risco aumenta com a quantidade de álcool consumido. Em comparação com os não-bebedores, as mulheres que consomem uma bebida alcoólica por dia têm um aumento muito pequeno no risco. Aquelas que consomem 2 a 5 doses por dia tem cerca de 1 ½ vezes o risco de mulheres que não bebem álcool. O consumo excessivo de álcool também é conhecido por aumentar o risco de desenvolvimento de vários outros tipos de câncer.

 A atividade física protege contra o Câncer de Mama?
VERDADE
Crescem as evidências de que a atividade física na forma de exercício
 reduz o risco de câncer de mama. A principal questão é quanto
 exercício é necessário. Em um estudo da Women's Health Iniciativa, 
nos EUA, mostrou que tão pouco quanto 1.25 a 2,5 horas por 
semana de caminhada rápida leva a redução do risco de uma mulher
 desenvolver câncer de mama em 18%. Andar 10 horas por semana 
reduz o risco um pouco mais.